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14 de agosto, 2020

RECUPERAR ÁREAS DEGRADADAS E CEDER HECTARES À LAVOURA, A EXEMPLO DA NELORE GRENDENE, PODE MULTIPLICAR A PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL E ABRIR NOVOS MERCADOS

RECUPERAR ÁREAS DEGRADADAS E CEDER HECTARES À LAVOURA, A EXEMPLO DA NELORE GRENDENE, PODE MULTIPLICAR A PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL E ABRIR NOVOS MERCADOS

Com um sistema de produção de animais geneticamente melhorados, baseado na sustentabilidade, utilizando ferramentas tecnológicas e a Integração Lavoura Pecuária na recuperação de áreas degradadas, a Nelore Grendene tem demonstrado ao Brasil os benefícios para o meio ambiente e para abertura de mercados mais exigentes.

Nas últimas 03 décadas, segundo Mariane Crespolini, Gestora Ambiental e Diretora de Produção Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura e Pecuária-MAPA, o aumento da produção da pecuária em clima tropical foi resultado de investimentos do produtor rural no melhoramento, em pesquisa e inovação, que possibilitaram o desenvolvimento.

Convidada para a roda de conversa da 3 ª Live de técnicos e gestores da Nelore Grendene, Mariane Crespolini ao ser instigada por William Koury Filho, ponderou que é preciso defender um pouco mais o boi de capim, pois o gado emite metano ao longo de sua vida até o abate, mas os críticos não se atentam que o capim está vegetando, sequestrando carbono e recuperando as pastagens.

Mariane afirmou que existe um equilíbrio, apontou a vantagem do Brasil na utilização da lavoura pecuária para recuperação de áreas degradadas e a tendência de abertura de mercados mais preocupados com a sustentabilidade.

 “A pecuária brasileira tem histórico de sustentabilidade. Se verificarmos os dados de 1997 até hoje, a quantidade de quilos de carne que a pecuária produz por hectare dobrou. Hoje a média brasileira de produção de carne é de 05 arrobas por hectares, mas sabemos que tem propriedades que produzem cinco vezes mais com melhoramento. Para se ter uma ideia da evolução do mercado da carne no Brasil, segundo o CEPEA em 2006 apenas 2% dos machos abatidos em MT tinham até 2 anos, hoje isso já chega a quase 20%.  Também aumentou muito a demanda por novilhas, um indicativo de como o consumidor brasileiro tem buscado essa carne com mais qualidade . Com uso de tecnologias, a cria tem potencial e espaço para melhorar ainda mais essa trajetória de ganhos de produtividade que a pecuária está passando”, explicou.

Nessa toada, William quis saber da pesquisadora, quais são as perspectivas de sustentabilidade na pecuária para os próximos 05 anos?

Mariane pontua que o Brasil tem papel chave na produção de alimentos no mundo e o futuro é a China, que concentra quase 20% dessa população. Principal destino da carne bovina brasileira, o mercado asiático tem potencial para o consumo. “Em recente viagem à Europa estive reunida com uma associação de compradores de carne bovina brasileira e eles reconhecem que o nosso produto tem preço e qualidade. Já temos uma mudança acontecendo, portanto, intensificando sustentavelmente nossa produção nessas áreas de pastagens degradadas, com manejo animal e sanitário, nutrição, investimento em genética e tecnologia é possível atender a demanda mundial por proteína animal. Essa é uma tendência, se a pecuária brasileira aumenta a produção de carne pode ceder áreas de pastagens para outras culturas. O Brasil é uma potencia agroambiental e a pecuária faz parte disso”, exaltou.

A diretora parabenizou o trabalho realizado pela Nelore Grendene, especialmente a Coordenadora Técnica de Pecuária, Herica Prado responsável pela organização da live e que de acordo com Mariane, representa, inspira e causa admiração às mulheres do agro.

 

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